Friday, October 20, 2006

Jacinto

FOG IN THE NIGHT

The cry of the foggy night
A blank, nebulous, silent cry
Draws my soul into infinity.

I discern no more...

I feel no more ...
And ...
As the fog twirls around me
I transcend my solid form
I grow into a liquid phantom

And become a tear
In the eyes of the world!

Tuesday, October 10, 2006

Jacinto

O Velho Monge

Subia eu a Cordilheira da Trindade,
Quando uma medonha tempestade,
De forte chuva e trovoada
Me fez procurar abrigo
Em um convento antigo
Sito numa encosta escarpada,
Coberta de giestas e flores.

Entrei no claustro escuro,
De colunas de mármore imponentes;
Era sem dúvida um lugar seguro
E teria sido o lar de monges pecadores
Ou monges santos - não sei!

Em vão caminhei
Ao longo do claustro solitário,
Ninguém encontrei ...
As celas de portas escancaradas
Testemunhavam a história do convento
Agora abandonado.

Por um momento
Achei ter vislumbrado
Uma ténue luz no final.
Apressei o passo e na última cela
A porta entreaberta
Difundia a luz trémula
De uma única vela!

Um velho monge de hábito desbotado,
Cabelos longos em desalinho
Rezava baixinho.
Não o quiz perturbar.
Cerrei a porta de mansinho
E afastei-me na cerração da serrania.
A noite caía!

Monday, October 09, 2006

Jacinto

Chanting to Mary Jane

Be my friend - I am lonely!
Embrace me - I am cold!
Comfort me - I am suffering!
Protect me - I am affraid!
Let me lay my head in your shoulder,
I want to rest!

Wipe away my tears,
Take away my fears.
Be my friend!

You are a man of the world,
I am but a weak woman.
Place your arms around me!
Give me your strenght
Give me your breath,
So that I may face my life courageously.

Be my friend ... my trusted friend!

Wednesday, October 04, 2006

Jacinto

Imaginação

Sonhei...
Não sei,
Se foi sonho, ou realidade.
Era à beira mar;
Uma difusa bruma
Tudo cobria,
Na verdade,
Só um raio de sol
Tingia a espuma
De laivos de sangue.
Nada mais se via
Nesse mundo cinzento,
Que parecia chorar.

Mas eis que um vulto luminoso
Diáfano
Ergue-se do mar,
Esvoaça ao vento,
Qual pena branca perdida,
E vem pousar silencioso
No turbilhão da minha vida.

E no redemoínho da minha mente,
Esse vulto, ou fantasma, não sei,
Trouxe consigo uma calmaria,
Súbita, indolente.
E eu me transformei
De repente,
No sonho realidade.

Na verdade,
Na bruma que se dissipou
A luz do sol voltou ...
E já não sei,
Se foi sonho realidade,
Ou realidade sonho.