1.
Instantes de ternura
Grãos de ouro na levada do rio;
Anos de tortura.
Pensamentos vagos;
Estrela cadente,
Voando do poente ao ocidente
Linha de luz, que de repente,
Extingue-se no céu!
E eu ... fico contigo
Amante ou amigo
Não sei!
2.
Escrevo por linhas tortas
Palavras incertas
Incoerentes
Que se avolumam na mente
E esvoaçam no tempo.
Não há hora em Kisangani.
Meandro pelo deserto
E ao certo...
Não sei donde vou!
O relógio parou!
A garota me chamou
E eu corri ao seu encontro
Mas quando cheguei perto
Miragem
se tornou!
3.
O tempo passa por mim...
Não, eu passo pelo tempo!
Caminho numa estrada de terra batida
Esburacada
Empoeirada,
E recordo a minha vida
Atribulada.
Antigamente esta via
Era florida,
Arborizada;
Agora ... só cactos secos.
A minha voz ecoa, vazia
Angustiada:
Que horas são?
Que horas são?
Não posso chegar tarde!
O tempo passa por mim ...
Não, eu passo pelo tempo.
Mas como chegar lá?
Como chegar lá?
Não tenho condução,
Nem bússola para me orientar.
Só posso caminhar,
Sedento, cansado.
Não posso chegar tarde.
Seja qual for o meu destino
Não mais atino
Com o porquê da minha caminhada.
4.
Na minha mente
Havia uma imagem
De mulher meiga e inteligente
De amor carente,
De beijos sedenta....
Beijos que não dei,
Amor que não realizei!
A imagem ficou confusa,
Um caleidoscópio de cores!
É tarde para reviver o prazer que senti,
É tarde para viver o que vivi!
É tarde agora!
A imagem é estranha
Envolta em neblina
É hora, é hora
De sair de surdina!
5.-
Levo uma braçada de lírios
E dois longos círios
Para o altar do nosso amor.
Comungamos os nossos desejos
E com ardentes e longos beijos,
Juramos votos eternos de paixão.
Comemos o duro pão
Da nossa perdição,
Bebemos o vinho amargoso
Do nosso pecado e gozo.
No ritual da nossa união,
No sacrário do nosso amor
Faltou-nos a sacra benção
E restou-nos somente a dor
Da ausência e da saudade!
Fui eu o desertor!
E tu ficaste recolhida
Na cela escura da tua vida!
Falta-te o meu carinho!
Mas, olha, estou sozinho
E a saudade me acompanha!
A vontade de te abraçar,
De te beijar
É constante e tamanha
Que não dá para suportar!
Mea culpa, Mea culpa.
Instantes de ternura
Grãos de ouro na levada do rio;
Anos de tortura.
Pensamentos vagos;
Estrela cadente,
Voando do poente ao ocidente
Linha de luz, que de repente,
Extingue-se no céu!
E eu ... fico contigo
Amante ou amigo
Não sei!
2.
Escrevo por linhas tortas
Palavras incertas
Incoerentes
Que se avolumam na mente
E esvoaçam no tempo.
Não há hora em Kisangani.
Meandro pelo deserto
E ao certo...
Não sei donde vou!
O relógio parou!
A garota me chamou
E eu corri ao seu encontro
Mas quando cheguei perto
Miragem
se tornou!
3.
O tempo passa por mim...
Não, eu passo pelo tempo!
Caminho numa estrada de terra batida
Esburacada
Empoeirada,
E recordo a minha vida
Atribulada.
Antigamente esta via
Era florida,
Arborizada;
Agora ... só cactos secos.
A minha voz ecoa, vazia
Angustiada:
Que horas são?
Que horas são?
Não posso chegar tarde!
O tempo passa por mim ...
Não, eu passo pelo tempo.
Mas como chegar lá?
Como chegar lá?
Não tenho condução,
Nem bússola para me orientar.
Só posso caminhar,
Sedento, cansado.
Não posso chegar tarde.
Seja qual for o meu destino
Não mais atino
Com o porquê da minha caminhada.
4.
Na minha mente
Havia uma imagem
De mulher meiga e inteligente
De amor carente,
De beijos sedenta....
Beijos que não dei,
Amor que não realizei!
A imagem ficou confusa,
Um caleidoscópio de cores!
É tarde para reviver o prazer que senti,
É tarde para viver o que vivi!
É tarde agora!
A imagem é estranha
Envolta em neblina
É hora, é hora
De sair de surdina!
5.-
Levo uma braçada de lírios
E dois longos círios
Para o altar do nosso amor.
Comungamos os nossos desejos
E com ardentes e longos beijos,
Juramos votos eternos de paixão.
Comemos o duro pão
Da nossa perdição,
Bebemos o vinho amargoso
Do nosso pecado e gozo.
No ritual da nossa união,
No sacrário do nosso amor
Faltou-nos a sacra benção
E restou-nos somente a dor
Da ausência e da saudade!
Fui eu o desertor!
E tu ficaste recolhida
Na cela escura da tua vida!
Falta-te o meu carinho!
Mas, olha, estou sozinho
E a saudade me acompanha!
A vontade de te abraçar,
De te beijar
É constante e tamanha
Que não dá para suportar!
Mea culpa, Mea culpa.

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