Rio de Janeiro, 2002
Era domingo e chovia
Uma chuva miudinha
E fria
Que nada tinha
De tropical
No telhado da casa vizinha
Um solitário pardal,
Macho me parecia,
Guardava o ninho
Onde piavam os pequeninos
Sôfregos de fome.
Tardava a companheira
O passarinho
Esperava paciente.
A chuva persistia,
Declinava o dia,
E na luz derradeira
O pardal chiava
Um pio triste e comovente.
E então o pardalzinho
Levantou vôo na noite escura.
Teria abandonado o ninho,
Ou teria ido á procura
De sua companheira?
Não sei, não mais o vi.
E a cena a que assisti,
Deixou-me, a noite inteira
Na tristeza e melancolia.
Era domingo e chovia!
Era domingo e chovia
Uma chuva miudinha
E fria
Que nada tinha
De tropical
No telhado da casa vizinha
Um solitário pardal,
Macho me parecia,
Guardava o ninho
Onde piavam os pequeninos
Sôfregos de fome.
Tardava a companheira
O passarinho
Esperava paciente.
A chuva persistia,
Declinava o dia,
E na luz derradeira
O pardal chiava
Um pio triste e comovente.
E então o pardalzinho
Levantou vôo na noite escura.
Teria abandonado o ninho,
Ou teria ido á procura
De sua companheira?
Não sei, não mais o vi.
E a cena a que assisti,
Deixou-me, a noite inteira
Na tristeza e melancolia.
Era domingo e chovia!

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